Socorristas aguardam entrada em embarcação ardida nas Filipinas com 84 desaparecidos
As equipas de salvamento filipinas aguardavam hoje que se criassem as condições para abordarem o navio de passageiros cujo incêndio, na quinta-feira perto da ilha de Coron, deixou um balanço provisório de cinco mortos e 84 desaparecidos.
"Ainda não é seguro [para as equipas] entrarem na embarcação", indicou à agência de notícias EFE a oficial superior de Comunicação Estratégica da Guarda Costeira das Filipinas (PCG), Joy Dianne Gumatay.
A Guarda Costeira reduziu hoje de 86 para 84 o número de desaparecidos, depois de duas pessoas cujos nomes constavam da lista de embarque terem informado que não tinham viajado no navio.
De acordo com o balanço oficial, cinco pessoas morreram e 43 foram resgatadas com vida, entre elas um homem e uma mulher do Chile que viajavam na embarcação juntamente com outros 115 passageiros e 17 tripulantes.
Uma porta-voz do Gabinete Municipal de Gestão e Redução de Riscos de Catástrofes de Coron (MDRRMO, na sigla em inglês) confirmou na quinta-feira à EFE que os dois cidadãos de origem chilena eram os únicos estrangeiros que constam na lista de pessoas a bordo, mas a informação não é definitiva nem foi confirmada por outras fontes.
O incidente ocorreu na turística e paradisíaca província de Palawan, no mar do Sul da China. A embarcação tinha partido de Manila no dia anterior para uma travessia com duração prevista superior a 12 horas.
Nas imagens partilhadas pela guarda costeira, vê-se a embarcação em chamas na noite de quarta-feira e quase totalmente queimada na quinta-feira.
Os acidentes marítimos nas Filipinas ceifam todos os anos dezenas de vidas, a maioria em naufrágios causados por mau tempo, incumprimento das normas de segurança, manutenção deficiente dos equipamentos ou sobrecarga.
Em janeiro último, 66 pessoas perderam a vida devido ao naufrágio de um ferry que transportava mais de 350 passageiros e se dirigia para a ilha de Jolo, situada na região sul de Mindanau.